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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Buddy Guy, o mestre do blues de Chicago

Nascido em 1936 no estado da Louisiana (EUA), o mestre do blues de Chicago, George “Buddy” Guy, fez seu primeiro “projeto” de guitarra ainda criança, com um pedaço de madeira com duas cordas amarradas com os grampos de cabelo de sua mãe. Aos 21 anos, Buddy saiu de Lettsworth – ambiente rural de origem - e chegou a Chicago, uma metrópole totalmente urbana, onde começou a tocar em bares e, assim, desenvolver o seu estilo próprio.

Após um tempo, o músico decidiu enviar uma fita para a gravadora Chess Records, selo tradicional do blues que contava com artistas como Willie Dixon, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter e Koko Taylor. Em 1960, passou a fazer as guitarras das gravações destes grandes mestres da Chess. Mas não era o suficiente.

Em 1968, foi para a Vanguard Records e gravou dois álbuns clássicos: A man and his blues e
Hold that plane. A partir desta época, seu estilo único e selvagem de tocar, além de seu vocal bastante peculiar, começaram a chamar a atenção de músicos do rock, principalmente os ingleses. Eric Clapton disse, em 2005: “Buddy Guy foi para mim o que Elvis foi para muitos outros.”

Depois daí, a carreira de um dos maiores guitarristas da história do blues deslanchou. Realizou parceria com o gaitista Junior Wells e lançou o disco Buddy and the Juniors. Em 72, sai Buddy Guy and Junior Wells play the blues, disco produzido por Eric Clapton, Tom Dowd e Ahmet Ertegum. Dois anos depois, Guy se associa ao baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman, que produz e toca no álbum ao vivo chamado Drinkin’ TNT ‘n’ Somkin’ Dynamite.


Em 1989, Buddy abriu o clube Buddy Guy's Legends, em Chicago, considerado o lugar preferido da maioria dos artistas de blues para se apresentar. Em 1990 e 1991, o músico tocou junto com Eric Clapton no Royal Albert Hall, em Londres, num show somente de guitarristas. Esta participação lhe proporcionou um contrato com a Silvertone Records, onde ele gravou diversos álbuns; o primeiro, Damn right, I’ve got the blues, de 1991, contava com a participação especial de Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler e ganhou disco de ouro - vendeu 500.000 cópias -, além de receber um Grammy.

Dois anos depois, em 1993, o sucesso continuou: Buddy gravou Feels like rain e, em 1994, Slippin’ in, ganhando o Grammy com os dois discos. Assim, vieram, em seguida, os discos Live: the real deal, Heavy love, Sweet tea – no qual Buddy retornou ao blues de raízes -, Blues Singer e, por último, em 2005, Bring ‘Em in, em que o músico contou com a participação de Carlos Santana e John Mayer.

Artur Menezes e Buddy Guy

A experiência de Artur Menezes em Chicago proporciona, além de momentos de estudo e prática do blues, encontros como esse que aconteceu na semana passada. O guitarrista cearense pôde entrar em contato com Buddy Guy, essa lenda viva do blues, que influenciou nomes como Clapton, Hendrix e Vaughan, com um estilo peculiar de tocar a guitarra e voz marcante.



Leia mais sobre a vida de Buddy Guy (em inglês): http://www.buddyguys.com/AboutBuddyGuy/index.html

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